21 de marzo de 2013

Albert Bierstadt





Biografìa:
Albert Bierstadt (7 de janeiro de 1830 – 18 de fevereiro de 1902) foi um pintor alemão radicado nos Estados Unidos, afamado por suas grandes paisagens do oeste norteamericano, gênero em que foi talvez o maior representante no século XIX. Fez parte da Escola do Rio Hudson, um grupo de artistas de índole romântica que se caracterizava pelo grande detalhamento de suas composições e pelos dramáticos efeitos de luz. Nasceu em Solingen, na Alemanha. Sua família se mudou para New Bedford, Massachusetts em 1833, mas ele voltou à Europa para estudar em Dusseldorf entre 1853 e 1857, viajando extensivamente pelo continente e passando uma temporada em Roma. Quando ingressou na Academia de Arte nada fazia prever o mestre consumado em que se tornaria em pouco tempo. Voltando aos Estados Unidos, iniciou suas atividades como professor de desenho e pintura, mas abandonou o ensino para dedicar-se à produção própria, e logo foi reconhecido com um mstre, organizando em 1858 uma grande exposição que atraiu a atenção nacional. Em 1859 viajou para o oeste, onde realizou inúmeros estudos do natural, que em seu retorno, instalado em um amplo atelier em Nova Iorque, se transformaram em obras finalizadas. Ele visitaria as regiões do oeste várias vezes em sua vida, em busca da inspiração que os cenários majestosos das montanhas ofereciam, e fotografias lhe foram de grande ajuda para compor os quadros em seu atelier. Vendia suas obras por elevadas somas, mas não era muito bem considerado entre seus colegas pintores e entre a crítica. Suas composições de grandes formatos ofuscavam as demais participantes nos salões quando expostas lado a lado, e seu uso da cor e luz era tido por exagerado, embora esta característica seja típica do Romantismo que era uma tendência geral e que orientou sua produção. Apesar disso durante pelo menos dez anos teve um público garantido e foi um autor prolífico, deixando mais de 500 obras registradas, embora este número possa ter chegado a 4 mil. Casou com Rosalie Ludlow e construiu uma mansão onde vivia em grande estilo, viajando pela Europa e freqüentendo as elites européias, ao mesmo tempo em que suas pinturas começavam a circular além das fronteiras estadunidenses e atigiam os mais altos preços do mercado de arte de seu país. Mesmo vivendo principescamente e realizando suas exposições de modo espetaculoso, não deixava de participar em numerosas organizações filantrópicas. Com a progressiva mudança no estilo e gosto gerais, sua arte começou a perder espaço, e a partir de 1880 sua reputação já tinha decaido substancialmente. Então sofreu novos revéses no incêndio de seu palacete em 1882 e na morte de sua esposa no ano seguite. Mesmo assim, nem seu temperamente sociável nem sua produção foram grandemente afetados. Em 1889 sua obra The Last of the Buffalo foi recusada por unanimidade na Exposição Universal de Paris, e considerou-se que sua carreira estava acabada. Faleceu subitamente em 1902, em meio a dificuldades financeiras, recebendo quase nenhuma atenção dos conhecedores ou do público, que já o haviam esquecido. William Howe Downes, entretanto, assinalou que suas obras continuavam tão boas como sempre tinham sido, apenas os gostos haviam mudado.

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